Festival América do Sul - Exposição no FAS aborda
a inclemência do tempo na vida contemporânea.


Por Jorge Fernando Carrilho de Almoas, do Notícias MS.

O artista plástico Juan Muzzi deu vida a uma ideia sobre o tempo que acabou por mudar sua própria vida.

Na exposição “A Trama do Tempo”, Muzzi vale-se das cores primárias (azul, amarelo e vermelho) para criar obras que transcendem o singular. As formas humanas são retratadas quase que igualmente, dando sentido a massificação e igualdade tão presente na realidade atual da humanidade.

Vários artistas já questionaram o tempo, como Cazuza e a eternizada canção “O tempo não pára”, chegando ao famoso quadro “Saturno devorando um filho”, de Goya, que representa o deus Saturno que mastiga um de seus filhos.

O deus Saturno da mitologia romana é o deus Chronos da mitologia grega, que simboliza o tempo. Neste caso, o quadro refere-se ao tempo que a tudo destroi, e que não perdoa a ninguém, nem aos próprios descendentes.

Nas obras de Muzzi, que já estiveram expostas no Consulado do Uruguai em São Paulo e na Sociedade Brasileira de Belas Artes no Rio de Janeiro, o homem é representado em conjunto com o relógio, o pássaro, a multidão e o Sol, em um quebra-cabeça sem definição, ou ainda em códigos de barras distorcidos, passando a mensagem de que todos não passamos de números, obedientes a ordens definidas por um poder superior.